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Tudo sobre a cultura da soja!

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A cultura da soja é de extrema importância para o Brasil, não apenas no setor econômico, mas também no alimentício mundial. O consumo de soja vem aumentando muito, principalmente, com o aumento das tendências veganas, que utilizam o grão para recriar pratos de forma natural e saudável, sem a utilização de carne.

Porém, nem todo mundo conhece essa importância, que na maioria das vezes, fica restrita aos agricultores e pesquisadores da área. Por isso, o nosso artigo de hoje, tem como objetivo falar mais sobre a importância desse plantio, quais são os cuidados que devemos tomar e outras curiosidades que, além de serem extremamente importantes para qualquer trabalhador da área, também oferece conhecimento para qualquer outra pessoa que sinta interesse em conhecer mais sobre esse alimento.

A soja e sua história

A soja é uma oleaginosa da família Fabaceae, a mesma do feijão, lentilha e ervilha. Essa é a cultura mais importante da economia mundial, pois possui uma variedade grandiosa de aplicação, podendo ser utilizada para a criação de massas, chocolates, óleos, margarinas, leites, maionese, carnes de soja e muitos outros alimentos, incluindo no setor de alimentação animal, sendo o principal componente de rações.

Além da indústria alimentícia, a soja também é muito procurada na indústria química, sendo utilizada na composição de plásticos, lubrificantes, vernizes, tintas, cosméticos e até solventes. Ela também tem aplicação na produção de biodiesel.

Isso acontece porque esse é um grão que possui alto teor de óleo e proteínas, o que colabora para a criação de diversos produtos em todo o mundo.

Mas você sabe como ela foi descoberta?

A soja surgiu de uma região chamada Manchúria, localizada na China. Entre o século XV e XVII, durante as navegações, os portugueses e espanhóis descobriram a planta e as levaram para o continente europeu e, depois, consecutivamente, para a américa.

Durante dois séculos, a soja permaneceu sendo apenas alvo de estudos botânicos, sendo uma planta muito encontrada nos jardins de reis e rainhas, mas quando chegou a América, por volta de 1890, ela começou a ser cultivada para a alimentação animal.

No Brasil, o primeiro registro do grão é datado em 1882, na Bahia. Porém, os cultivos foram introduzidos apenas em 1891, porque as primeiras tentativas não obtiveram sucesso, por questões de adaptação ao solo.

Entre 1900 e 1901, o Instituto de Agronomia em Campinas, promoveu a distribuição de sementes de soja para os produtores rurais de São Paulo, mas sua importância economia começou a surgir a partir de 1941, no Rio Grande do Sul.

Nesse mesmo ano, o Brasil já possuía uma área de produção de 640 hectares, gerando cerca de 450 toneladas do grão por ano. Em 1949, o país já havia subido sua produção para 25 mil toneladas. Ou seja, o estudo e o cuidado, foram tornando a plantação possível e cada vez mais rentável.

Em 2021, o Brasil ficou em primeiro lugar no ranking mundial de produtores da soja, com venda de 85,6 milhões de toneladas para fora do país.

Como cultivar a soja com qualidade?

Depois de todo esse contexto histórico, você com certeza já entendeu a importância da soja para o mercado agrícola do Brasil, certo? Então, está na hora de entender sobre as etapas do cultivo e os cuidados que devem ser tomados para gerar safras ricas e de qualidade.

1. Cobertura do solo

Fazer a cobertura do solo é a primeira etapa para garantir um cultivo de sucesso. Reter a umidade do solo e reduzir a incidência de plantas daninhas é essencial, por isso, é extremamente indicado que o agricultor mantenha um sistema de sucessão e rotação de culturas.

Para fazer isso, é indicado que o agricultor escolha espécies antecessoras que produzam bastante massa seca e tenham baixa taxa de decomposição, tendo como principais apostas o sorgo, milho e aveia.

Escolher qual produto sucederá o plantio da soja é muito importante para garantir a qualidade da próxima safra, pois assim é possível controlar a incidência de pragas, nematoides e doenças.

2. Adubação do solo

O solo precisa sempre ser adubado, mas não pode ser feito de qualquer jeito. É preciso analisar o solo com cuidado, estudando o que será necessário para corrigir a acidez e terminar o processo com a aplicação correta de fertilizantes, sem excessos.

Isso é o que fará o solo receber os nutrientes necessários para uma boa safra, elevando a qualidade e a quantidade de plantas que você terá ao final do ciclo.

3. Semeadura da soja

Durante a fase de semeadura os cuidados devem redobrar!

Um dos principais cuidados é saber manter a temperatura do solo, onde o ideal é ficar em 25°C. Saber sobre a incidência das chuvas também é importante, porque elas podem impactar diretamente no plantio.

Durante esse período, você também precisa tomar cuidado com os aspectos operacionais, como a forma de deslocamento dos tratores, a profundidade da semeadura e os aspectos da região onde ocorrerá a colheita.

Tudo isso ajuda na logística e no aproveitamento dos processos, reduzindo pragas, doenças e perdas desnecessárias que, além de surgirem por causa das mudanças climáticas, podem estar ligadas com as operações humanas.

4. Manejo

O manejo é o que realmente impacta na produtividade da colheita.

Monitorar o desenvolvimento dos grãos é essencial, desde o momento da semeadura, até a colheita, afinal, existem diversos tipos de pragas, que atacam em diferentes estágios do cultivo.

O manejo integrado, entre produtos químicos e biológicos pode ser feito, mas sem excessos, para não influenciar na qualidade do solo.

Também é importante lembrar que, dependendo do tipo de inseticida que você usa, as espécies podem começar a evoluir e se tornarem imunes, o que necessita de um cuidado a mais, para descobrir o que poderá acabar com as pragas e plantas daninhas.

5. Colheita

Quando as plantas estão próximas do momento de colheita, suas folhas começam a ficar amareladas e caem, assim como as sementes perdem a umidade. E essa é a hora de iniciar a sua colheita.

E quais são as principais pragas ?

Corós: podem variar de acordo com as regiões do país, tendo sua presença notada quando começam a aparecer reboleiras de plantas com sintomas, geralmente de forma irregular na lavoura.

Os corós são nocivos logo após a emergência das plantas e causam danos no sistema radicular da soja, levando ao enfraquecimento, tombamento e à morte.  Essas larvas possuem corpo recurvado e esbranquiçado, cabeça marrom e podem chegar a 4cm de comprimento.

Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): Essa é a principal causa de desfolheamento da soja no Brasil. Apresenta cor verde, com cinco estrias brancas sobre o dorso. Quando a população é alta, podem assumir coloração negra, ainda com as estrias brancas.

As lagartas costumam raspar as folhas, perfurando-as. Quando crescem, elas se alimentam da superfície foliar, o que pode fazer com que as folhas sejam completamente consumidas.

Mosca-branca (Bemisia tabaci): Possui cerca de 1mm e cor branca, por conta da cera presente em suas asas. Elas retiram nutrientes das plantas e transmitem doenças.

Quando infectada, a planta pode sofrer alterações no desenvolvimento reprodutivo da planta, reduzindo a produtividade.

Essa espécie vive no inferior da folha, se alimenta da seiva, extrai nutrientes e causa manchas nas folhas, que murcham e caem.

Todas essas pragas podem ser controladas por meio da utilização de químicos e bioinsumos, dependendo da incidência e do estrago causado. Por isso, saber identificá-las no início do cultivo é tão importante, afinal, essa é a melhor forma de garantir um resultado assertivo.

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